Buscar
  • Aldo Junior

Como um “Bode na sala” pode resolver muitos problemas no seu condomínio


Quando se divide o convívio social seja num condomínio re­sidencial ou comercial todos reclamam de tudo, criticam os vizinhos e pressionam o síndico para atender seus in­teresses pessoais e por aí vai.


Estes cidadãos críticos que tanto prejudicam a ges­tão do síndico, criam caso desde questões insignifican­tes até demandas que não precisam de tanta intensi­dade de reclamação para sua solução, contudo na maioria das ocasiões, em nada cola­boram ou procuram sequer uma forma de ajudar a me­lhorar uma situação por ve­zes levantada ou ainda in­ventada pelo próprio crítico.


Agora você síndico já imaginou colocar um bode na entrada do seu condomí­nio para lhe ajudar a resolver seus problemas?

É isso mesmo vou te explicar como. Uma antiga parábola pode nos ajudar a entender que arrumar um pro­blema bem maior pode ajudar a resolver o menor, vejamos:


Conta à parábola que um homem estava enfren­tando muitos problemas em casa e que o ambiente por lá estava insuportável. To­dos ali tinham algum moti­vo para reclamar. Ele que­ria mais tranquilidade, sua mulher queria mais limpeza e organização, seus filhos queriam mais atenção... Ao levar suas reclamações a um amigo sábio esse homem re­cebeu um conselho bastan­te estranho: “Encontre um bode não muito pequeno e o amarre no centro de sua sala de estar”.


Como já havia feito de tudo para contornar as re­clamações de sua esposa e de seus filhos e nada havia dado resultado, o homem conse­guiu o tal bode e o prendeu no centro da sala, para es­panto de todos. Explicou que seria para resolver os proble­mas da família e sua mulher acabou concordando. Sua sala era um tanto quanto pe­quena e a presença do bode por lá começou a causar al­gumas dificuldades, a come­çar pela falta de espaço. Logo que chegou o bode esbarrou em alguns móveis e quebrou vários objetos de decoração que estavam por lá. Também não demorou a que ele co­meçasse a sujar a sala, fazen­do suas necessidades por lá mesmo. Não bastasse isso, o pobre bode exalava um chei­ro não muito bom deixando aquele ambiente bem pouco agradável.


Após uma semana da presença do bode todos es­tavam odiando sua presença na casa e o homem decidiu então voltar a falar com seu amigo sábio, imaginando que havia perdido alguma parte de explicação, pois aquilo que deveria resolver os problemas da família es­tava causando ainda mais desconforto. Mal explicou a situação e o sábio disse: “Re­tire o bode da sala, limpe o lugar e arrume tudo”.


Mais uma vez sem en­tender nada, imaginando que havia perdido mais uma oportunidade de resolver os problemas da família, ele voltou para casa, desamar­rou o bode, organizou e lim­pou tudo. Quando chegaram em casa, sua mulher e seus filhos pareciam não acredi­tar no que viam.


Todos vibraram ao sa­ber que não teriam mais que conviver com o bode mal cheiroso e passaram a curtir a tranquilidade e o conforto da casa com enorme pra­zer. Ninguém mais tinha do que reclamar. Nada parecia maior do que a lembran­ça dos problemas causados pelo bode. A harmonia pas­sou a reinar naquela família.


Concluímos com esta parábola que, quando um condômino lhe infernizar por pura implicância ou per­seguição, utilize a técnica da parábola do “bode na sala” e avalie o resultado. Eviden­temente cada um deve ter ser sua própria técnica, ade­quando a sua particularida­de, mas sem dúvida conve­nhamos é uma solução bem inteligente.


Na prática pode ocorrer assim:


Aplicabilidade:

Quando um condômino co­meça a reclamar, criticar ou infernizar sua gestão inces­santemente sobre um pro­blema que você não tenha naquele momento como re­solver.


Ação:

Arrume um problema novo, de difícil solução, que não seja ilegal ou desrespeite as normas convencionadas e o apresente como resposta a reclamação apresentada.


Desenvolvimento:

Espere um tempo para que o novo problema comece a gerar muito desgaste para este condômino.


Resultado Prático:

Opção 1: O condômino pode ficar tão estressado com o novo problema, que irá esquecer ou desprezar a reclamação original.

Opção 2: O condômino pode implorar para se livrar do novo problema. Você então, de forma magnânima, remove-o. Ao retornar ao estado inicial, o nosso querido condômino passará quem sabe a considerar a sua reclamação original como insignificante.


Quando se trata de relações em condomínios não custa ser criativo e tentar uma saída inteligente!


Aposte Nisso!