Buscar
  • Folha do Síndico

10 dicas para fazer a manutenção da piscina do condomínio


Saber cuidar das áreas comuns do condomínio é importante para man­ter um bom relacionamento com os moradores e valo­rizar o empreendimento. Parte destes cuidados está relacionado diretamente à manutenção das dependên­cias.


Cabe ao síndico fazer o controle das datas de poda dos jardins, limpeza da fa­chada e demais manuten­ções que devem constar no planejamento do condomí­nio.

Neste artigo falaremos sobre a manutenção de uma das áreas mais requisitadas pelos moradores: a piscina.


Abaixo, listamos dicas im­portantes para fazer a ma­nutenção da piscina de seu condomínio. Confira:


O verão é aquela esta­ção do ano que desperta a vontade de aproveitar o ca­lor para dar um mergulho e relaxar nas águas cristalinas de uma piscina. No entanto, esse sentimento é compar­tilhado por boa parte das pessoas. Não é diferente nos condomínios.


A medida que a pisci­na se torna o ambiente mais concorrido dos condomínios na época, passa a inspirar mais cuidados dos síndicos, afinal, é preciso garantir condições adequadas para o uso dos condôminos.


Por se tratar de um es­paço público, as chances de desenvolvimento de bacté­rias podem aumentar. Para que todos possam curtir cada minuto, é preciso in­vestir nos cuidados do local, desde os produtos a serem utilizados até a higienização da área.


É por isso que a manu­tenção da piscina é funda­mental.


1. Frequência de limpeza da piscina


O síndico do condo­mínio deve determinar um responsável para realizar os cuidados com a piscina, normalmente uma empre­sa especializada, desde que eles tenham conhecimento e estejam familiarizados com a tarefa.


Depois disso, será a vez de definir a frequência da manutenção. Para tanto, al­guns fatores devem ser leva­dos em consideração, como a frequência de uso e a es­tação do ano, que influencia na temperatura.


Sendo assim, a frequ­ência de cada estágio da manutenção da piscina está atrelado à tarefa.


2. Filtragem da piscina


Para uma piscina ainda mais saudável, a filtragem deverá ser feita diariamen­te. Este procedimento ajuda a remover resíduos e limpa até 50% da água da piscina.

A duração da filtragem varia de acordo com as ins­truções do fabricante do fil­tro, mas o tempo estimado fica entre 4 e 8 horas. Vale lembrar ainda que, nos dias em que ações de tratamen­to forem realizadas, como controle do pH e cloração, a filtragem deve ser feita ime­diatamente após a aplicação dos produtos, para melhorar o processo de limpeza e não prejudicar a saúde dos usuá­rios.


3. Controle do pH


Piscinas cujo pH está fora dos padrões, que deve ficar entre 7 e 7,4, é preju­dicial à saúde, pois causa irritação nos olhos e na pele e tira a eficiência do cloro. Além disso, a desregulagem pode danificar o equipamen­to de filtragem.


Por isso, é recomen­dado que o controle de pH deva ser realizado 2 vezes por semana e antes dos tra­tamentos químicos, com ex­ceção da cloração.


Alguns produtos para medir o pH são comercia­lizados na forma de fita de teste ou kit colorimétrico. Quando observado pH ele­vado, a solução é aplicar produtos redutores (sulfato de alumínio). Se a situação for inversa, os elevadores (Barrilha Leve).


Após realizar a tare­fa, deve-se fazer a filtragem da piscina, e caso o proces­so ainda não resulte no pH dentro dos padrões, é preci­so refazer todo o processo.


4. Controle da alcalinidade


A alcalinidade é a capa­cidade de neutralizar ácidos e manter o nível do pH está­vel. Fazer o controle dos ín­dices de alcalinidade ajuda a manter o pH ajustado por mais tempo, o que garante a qualidade da água da piscina e economia para o condomí­nio.


A medição dos níveis pode ser feita por meio de um kit de teste de alcalinida­de ou mesmo com a fita de teste, que são comercializa­dos. O ideal é fazer o contro­le semanalmente, e a medi­da deve ficar entre 80 e 120 ppm.


A correção dos níveis pode ser feita com um ele­vador de alcalinidade ou um redutor de pH. É importante que o profissional responsá­vel pela manutenção da pis­cina tenha conhecimento da aplicação dos produtos.


5. Aplicação do cloro


A frequência de clora­ção varia de acordo com o uso da piscina. Com pouca utilização, a recomendação é aplicar o produto em dias alternados. Já nos casos de uso frequente, o ideal é fazer a aplicação diariamente.


O cloro é o principal produto para combater bac­térias, fungos e algas e deve ser aplicado durante a noite, com precisão, para evitar a evaporação por conta do sol. Na manhã seguinte, a verificação da proporção é realizada. Para isso, kits de medição são necessários.


Vale ressaltar que, para piscinas de vinil ou fibra, é preciso diluir o produto em um balde com água da pisci­na e depois fazer a filtragem. A proporção exigida por lei é de 1 e 3 ppm (partes por mi­lhão), e o uso excessivo pode causar irritação nas muco­sas dos banhistas.


6. Aspiração da piscina


A aspiração da piscina deve ser feita toda semana. O equipamento especializa­do por essa ação deve contar sempre com um acessório na ponta do cabo, para evi­tar danos ao revestimento do fundo da piscina.


Além disso, quando houver muita sujeira visível na água, é preciso selecionar a opção drenagem no equi­pamento. Em casos em que menos sujeira é vista, a op­ção filtrar dá conta da tarefa.


7. Limpeza das bordas


A limpeza das bordas da piscina é de suma im­portância para a saúde dos banhistas. Ela deve ser rea­lizada semanalmente com a parte macia de uma esponja de cozinha ou uma escova de cerdas macias.


Utilize também um produto de limpeza especí­fico para a piscina: o limpa bordas. Ele não faz espuma, é biodegradável e não conta­mina a água.


Mas atenção: nunca limpe a borda da piscina com palha de aço ou espon­jas ásperas, e jamais varra a sujeira do chão próximo da piscina para dentro da água.


8. Clarificação


O aspecto da água é um grande atrativo para os mo­radores, por isso, é impor­tante que ela esteja sempre cristalina. No entanto, ape­nas a filtragem da água não é suficiente para essa tarefa.


A clarificação deve ser feita sempre que for neces­sário melhorar o aspecto turvo da piscina. Para isso, adicione o produto clarifi­cador durante o processo de filtragem, após o controle do pH e da alcalinidade.


9. Algicida


A utilização do trata­mento de choque com algi­cida deve ser feita quando houver uma infestação de algas na piscina, ou depois de um período de chuvas que trouxe impurezas para a água. Neste caso, não se deve fazer uso do cloro no mesmo dia.


Já para a manutenção, deve-se utilizar algicida se­manalmente em sua versão “convencional”. Neste caso, pode até ser aplicado no mesmo dia da cloração.


10. Cuidados necessários


Além das dicas citadas anteriormente, é preciso algumas precauções para realizar a manutenção da piscina corretamente e sem riscos à saúde dos banhistas e de quem fará o processo.

 

Abaixo, listamos os cuidados necessários a serem respeitados:


  • Sempre usar luvas e óculos de proteção ao lidar com produtos químicos

  • Manter os produtos em sua embalagem original

  • Não comprar produtos que não tenham regis­tro de órgãos regula­dores, como a Anvisa

  • Armazenar os produ­tos em local arejado, longe de crianças e animais

  • Não adicionar água no produto, mas o produ­to na água

  • Nunca misturar os produtos químicos

  • Trancar a sala de má­quinas para evitar aci­dentes

  • Não aplicar produtos químicos contra o vento